
A
Gostosa, como é carinhosamente chamado pelo editor Gérson Lodi-Ribeiro, foi um projeto que visava juntar contos de fantástico a um teor mais sensual, desmentindo a imagem sisuda que a ficção fantástica geralmente carrega. Optei por fugir dos tradicionais estereótipos de “monstros de olhos esbugalhados raptando mocinhas”, comuns nos cartazes cinematográficos e nas capas dos
pulps dos anos 30, e optei por uma abordagem menos óbvia dos temas, com fotos pornográficas vintage e tipografia contemporânea. É interessante perceber como o teor fantástico transparece nos detalhes das letras
i e
o remetendo a um código binário, ou no brilho amarelado que emoldura a modelo, ligeiramente fora da proporção no que diz respeito aos outros elementos da foto.